sexta-feira, 27 de abril de 2007

Receita para se sentir puta da cara

Daí eu recebi meu super salário de professor do Estado, aquele com que eu pago as contas de casa e a empregada. Fui em casa, desovar a grana pra ela, e levar uns tênis que tinha comprado pras cria - de vez em quando é preciso. Saindo bem bela do carro, em frente ao local em que moro há 25 anos, dois "elementos simpáticos" me abordaram, um de cada lado. O diálogo surreal foi o seguinte:

- Libera, tia!
- Hã?
-Não faz nada, libera a chave, libera a chave!
-Pra quê? (sim, eu não tinha entendido)
-Libera, porra!
-Ah, tá... deixa só eu ficar com os meus documentos, tá? Só os documentos...
-Sai da frente!

Entrou no meu Ka-fofo, que estava com o tanque cheio, passou a chave para o coleguinha dele e se mandaram...

Aquele drama, vizinhança na janela, telefonema pra Brigada:

-Viatura? Não tem disponível pra Cavalhada. A senhora mesma vai na delegacia e registra a ocorrência.
- Tá, mas eu não tenho dinheiro, não tenho chave de casa, tá chovendo, acabei de ter uma arma apontada pra mim...
- Ah, mas isso é com a senhora.

Tempos depois me aparece um outro elemento simpático, de bicicleta, dizendo que tinham achado o carro. Eu tinha até esquecido que tinha corta-corrente! Os caras não foram longe, pararam numa bocada aqui perto. Arrancaram o rádio, detonaram toda a parte elétrica e no ato delicado devem ter cortado a mão porque o carro estava todo sujo de sangue, ligaram o alarme e foram embora.

Aí aquela bronca toda, eu não sei nenhum número de documento, nenhum número de cartão, só sei meu nome completo e meu telefone, que minha mãe me ensinou quando fui pro jardim. Provar que eu sou eu, que o carro é meu, paga taxa de depósito, de 2ª via de tudo, alarme novo, chaves novas, perder dia de serviço...

A polícia civil não quis registrar como roubo de veículo porque se não teriam de fazer 3 ocorrências diferentes e teriam que recolher pra outro depósito pra perícia e já que o carro já tinha aparecido mesmo... ou seja, nem pra entrar pras estatísticas serviu!

sábado, 21 de abril de 2007

Receita pra se sentir idiota...

- Publique o post abaixo no blog reservado exclusivamente para teu curso na universidade federal;

- Aguarde um e-mail indignado do teu professor...

Ps: Outro drama real.

Receita pra se sentir gostosa...

Faça o seguinte:

- emagreça 28 quilos;

- compre uma camisa oficial do seu time, que óbvio nunca te serviu antes;

-vá ao estádio num dia de jogo decisivo;

- fique parada na copa, com um copo de guaraná, que parece cerveja, por uma hora, SOZINHA;

-faça um ar de "essa situação é normal na minha vida, eu tiro de letra"...

Resultado: mais de 20 caras, de todos os tipos, de todos os lugares, falarão contigo.

Ps: drama real.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Eu e meu gato...


"ele na cama, eu no telhado...". Lembram dessa música da Rita Lee? Pois estou vivendo essa situação em casa...

Sempre quis ter um bichinho, papai e mamãe nunca deixaram... aí quando me vi dona do campinho, com as decisões sendo tomadas todas por mim, não vi com muita simpatia a idéia de ter um bichinho andando por aqui... o mundo dá voltas mesmo!

Mas conversa vai, conversa vem, blábláblá, acabei deixando os pequenos terem uma gatinha... terrível, terrível... já quebrou prato, já quase me matou do coração pulando de madrugada em cima de mim, não pode ver ninguém comendo que fica desesperada, tentou se suicidar nas cordinhas das rede, puxa o rolo do papel higiênico, espalha toda a areia do pipiroom dela... mas não dá mais pra viver sem!

Dá pra ver pela foto abaixo o motivo...

sábado, 14 de abril de 2007

2007

Tem sido um ano e tanto. Tanto tanto que resolvi até voltar a escrever por aqui.
Fiz uma cirurgia grande, de grandes mudanças.
Adotei uma gatinha.
Passei num segundo vestibular da universidade federal.
Não me sinto mais na obriga de ostentar o título de namorada de alguém.
Fiz trinta.

E estamos apenas em abril...